20 de abr de 2014

My road in hell - cap. 01

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Oe, pipous que nem se importaram com a nossa volta </3
Perdoarei dessa vez vocês porque hoje eu estou muito feliz por meu outro blog, o Wonder, ter completado um ano ontem (19), e eu estou realmente muito feliz com isso. Qualquer um fica, não? Uma vez que manter um blog por um ano não é pouca coisa, ter imaginação para as postagens, lidar com os comentários, ser gentil com os leitores e etc. Mas, falemos do assunto do post, não?
Na postagem abaixo a Ly disse que tinha que falar comigo sobre os mascotes, nos conversamos e entramos no acordo de que iam ser duas e cada uma fazia uma. Nós fizemos elas e conversamos sobre, então decidimos fazer uma fanfic de como elas se conheceram mas o enredo acabou dando cambalhotas e virou uma linda aventura mágica, yey. E como a Ly é uma menina safrada, vai ter yuri no meio. Ela vai ser escrita da seguinte maneira: cada uma vai escrever um capítulo e colocar aqui. E eu que vou começar ela, yey. Vamos ao primeiro capítulo~
01. Hazy memories
Inii's POV

       "Inii.." - uma voz masculina cantarolava na minha mente, me chamando. "Venha cá, princesinha..." - ela continuava e, por algum motivo, eu atendia ao seu chamado. Onde quer que eu estivesse, inicialmente, era claro que me afastava, seguindo aquela voz que não tinha rosto aparente. De repente eu não ouvia mais a voz e me peguei olhando ao redor, onde eu estava... eu não sabia. Cercada por paredes de rochas que pareciam não ter fim, um vento frio me deixou arrepiada e percebi que o escuro se movia, e estava se aproximando. Arfei de susto e me virei para tentar achar uma saída, mas não existia nenhuma.
"Socorro!" - eu batia meus punhos nas paredes enquanto sentia as lágrimas já chegando aos meus olhos. Me virei para meu inimigo após ouvir uma risada rouca.
"Ó, pequena princesa.." - era ele, a voz que havia me arrastado até lá, ele se abaixou e pôs a mão fria em meu queixo o levantando, olhei para seu rosto forçadamente mas tudo que eu via eram seus olhos vermelhos como sangues. Suas pupilas eram como as de um gato e seu sorriso, pontiagudo e largo, manchas pretas manchavam seus dentes. "A escuridão a quer, princesa" - ele disse, quase como lamentando. Os vultos atrás de si se agitavam freneticamente mas não ultrapassavam o dono dos olhos vermelhos.
"N-não, por favor!" - eu inutilmente implorei, chorando. A resposta foi apenas uma risada.
"Ó, princesa... se você soubesse o quanto que isso dói em mim..." - ele disse e eu funguei e olhei para ele, esperançosa.
"S-sério?" - enxuguei uma lágrima. Eu vi sua boca se contorcer em um sorriso pequeno, quase magoado e seus braços se estenderam me convidado, me atirei e agarrei em sua camisa, chorando mais ainda. Ele afagou meus cabelos e disse, logo após um suspiro.
"Não" - eu mal tive tempo de processar o que tinha ouvido e senti unhas cravando em minhas costas e me lançando na escuridão.
Acordei num sobressalto. O chão duro machucava minhas costas... mas... espere? Chão? Arregalei meus olhos e me sentei, eu estivera dormindo num chão vermelho e irregular, minhas costas doíam e o pior: eu não fazia ideia de onde estava, tudo na minha mente era um borrão, uma neblina espeça atrapalhava tudo e eu não me lembrava de absolutamente nada, apenas meu nome e dos olhos, os olhos do inimigo que invadiram meu sonho, ou pesadelo, residiam em minha mente. Senti meu pescoço arder e, num movimento automático, coloquei a mão no local e senti um pequeno volume... não... não era um "volume", era um relevo, como o de uma tatuagem, passei a mão por toda a extensão e percebi que era mesmo uma tatuagem, parecia ser algo como duas folhas mas... a segunda parecia... incompleta. Olhei ao meu redor, depois para mim mesma, minhas roupas estavam mais arrumadas do que deveriam, um vestido com detalhes em cinza e mangas da mesma cor, com uma faixa cor de ouro no meio, como um cinto, e um acessório de corrente residia preso ao cinto e à saia do vestido e minhas meias e sapatos estavam em perfeito estado. Me levantei, confusa e senti uma pontada no estômago, só então percebi a mancha de sangue que se confundia com a cor do cinto e da saia, quem quer que houvesse me deixado ali me deixou com um pequeno presente, cambaleei. Praguejei e me forcei a andar. Me dirigi há um pequeno riacho que havia ali perto, ele passava pelo terreno sinuosamente, suas águas tinham um tom de branco e eu tive a impressão de ouvir vozes vindas dele. Me ajoelhei à sua margem e peguei um pouco com as mãos, estava pronta para beber quando um flash passou em minha mente e, subitamente, eu recuei apressadamente me arrastando para trás e arfando.
Beber do rio Lete?! Eu era louca por algum acaso? Talvez fosse mesmo, não me lembrava de nada mesmo, mal me acalmei e senti uma forte dor de cabeça, seguido de uma sequência de momentos que passaram rapidamente por minha mente.
Eu... uma mulher que parecia estar chorando, o Lete e... aqueles olhos vermelhos novamente. Agora eu entendia! Eu havia sido mergulhada no Lete, mas não completamente porque alguém havia impedido o ato de ser completado. Uma vez que alguém é mergulhado no Lete, suas memórias são totalmente apagadas mas eu havia sido salva antes de ser mergulhada por inteiro, por isso ainda tinha vagos flashs. Apesar de ter notado isso, de nada adiantou para resolver meus problemas, ainda não sabia onde estava e nem de onde eu era. Suspirei e me lembrei de algo, mesmo que muito vagamente. Toda moeda tem dois lados, sendo assim, o rio Lete também tinha seu oposto! Mne... Mnés... Mnémosine! Crenças que ensinavam sobre ele diziam que ao beber de suas águas faria recordar de tudo e alcançar a onisciência, se era real ou não eu teria de descobrir para meu próprio bem. Tendo essa ideia louca em mente, me levantei. A região de minha barriga ainda doía, se não desse um jeito nunca chegaria nem perto de descobrir se o Mnémosine existia. Retirei o cinto e analisei o ferimento, não parecia ser fundo mas era extenso. Pensei duas vezes antes de me dirigir novamente para o rio Lete e mergulhar meu cinto nele, apenas um pouco porque se houvessem quaisquer efeitos colaterais ao menos eles não seriam muito grandes, assim eu esperava.
       Vagarosamente, limpei meu ferimento, ainda ardia um pouco mas se fizesse um curativo bom com certeza iria aguentar. Depois de terminar a limpeza, rasguei um pedaço de uma de minhas mangas e molhei mais um pouco no rio, pus por cima da feria e logo depois passei o cinto novamente em minha cintura apertando muito mais do que antes, com a pressão, o sangue logo pararia de escorrer.
       Me preparei fisicamente e mentalmente para a longa jornada que eu sabia que teria que fazer. Me levantei e limpei as sujeiras de minhas roupas, analisei ao meu redor e fiquei frustrada por não saber para onde ir, tudo era exatamente igual em todos os lados e acima de mim, apenas nuvens com tons de roxo e vermelho eu via. Se seguisse o rio provavelmente chegaria a uma catarata e eu estaria sem saída novamente, então apenas segui meu instinto e segui a Sul de onde eu havia acordado.

***

       Eu só comecei a notar mudanças no cenário depois de uma hora de caminhada em linha reta. Eu sentia minha sanidade mental se esvaindo a cada passo, meus olhos se cansavam mais a cada piscada e eu sentia como se não estivesse mais conectada aos meus pés, minha cabeça implorava por uma pausa mas eles não me ouviam. Só pararam por causa de minha distração que me fez tropeçar e cair de chapa no chão agora de cascalho escuro. Me sentei, sentindo o cansaço pesar em meus ombros, esfreguei os olhos e eu ouvi. Ouvi o primeiro som em mais de uma hora. Não sabia o que era mais já senti o cansaço indo embora, poderia ser algo ou alguém para me ajudar, me levantei rapidamente, ignorando totalmente a dor agoniante de meus pés que ardiam de tanto andar, sai correndo em disparada para a fonte do som e então percebi que começava a adentrar em algo como um vale, era longo e ficava cada vez mais estreito, as paredes a minha volta pareciam não ter fim e a luz fora diminuída ao extremo, mas eu não parava de correr. Por mais alguns minutos eu continuei, até me ver novamente perdida, não ouvia mais o som de antes e a paisagem parecia ter mudado novamente. Parei por um segundo e olhei a minha volta, a noroeste eu vi uma pequena faixa de luz forte e alaranjada e decidi ir até lá, fui andando devagar, agora que me lembrava de meu ferimento e de meus pés acabados. 
       Parei por um tempo, me apoiando numa pedra ao lado. Me apoiei em meus joelhos, arfando de cansaço. Quando ouvi vozes, levantei o rosto e avistei duas formas logo a frente, apenas à alguns metros de distância, me senti aliviada e sorri, levantei a mão e gritei:
- EI! - foi quando aconteceu, as duas formas me viram mas era tarde, um vulto passou e dilacerou as duas, numa bocada só, saindo das sombras da parede esquerda que cercava o vale e mergulhando nas da direita. Não sabia o que era aquilo mas eu paralisei, em estado de choque, o que restara daquelas formas se transformou em poeira e sumiu mas eu sabia que aquela coisa ainda estava ali. Antes que pudesse fazer algo senti o vulto passando atrás de mim. Um calafrio percorreu minha espinha inteira e eu sai correndo em disparada sem nem me importar com o que poderia acontecer. Eu não devia, não devia ter virado, mas eu virei. Virei quando ouvi um ronco e rosnado imenso atrás de mim, e quando o fiz eu vi aquela forma, que se revelava como um cachorro infernal imenso,  se aproximando de mim numa velocidade absurdamente alta. Seu pelo preto estava sujo de poeira prata e dourada, provavelmente restos de suas vítimas, sua boca estava aberta e seus dentes já estavam prontos para me arrancar a cabeça, os olhos brancos e furiosos me marcavam e meu medo me paralisou e eu cai. Virei a tempo de ver a fera pular em mim, era meu fim. Eu não sentia meu coração, minha respiração havia acabado e meu corpo não se movia.
       Eu fui salva? Não sei ao certo. Eu apenas vi um flash rosa abatendo o cachorro antes de ele fazer sua próxima vítima, o mesmo caiu no cascalho com força e parou recostado na parede esquerda, sangue dourado saia de seu corpo onde ele fora atingido, e aos poucos seu corpo virava poeira. O que o havia abatido estava parado de costas para mim, asas vermelhas, chifres da mesma cor, cabelo rosa e roupas pretas, lembro vagamente de seu rosto, pois quando virou pra mim minha cabeça se recusava a se manter ligada por mais tempo, olhei para baixo e vi a grande mancha de sangue aumentando cada vez mais. Então tudo que fiz foi obedecer a razão e desligar ali mesmo, tudo que lembro foi de falar para mim mesma:
"Dane-se tudo, que a vida trace seu destino e acabe com tudo agora" - mas é claro que não foi aqui que acabou.

Espero que tenham gostado do primeiro capítulo! 
O próximo é com a Ly ou Alexis, whatever!
Beeeeeeeeijos, Neko!

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