21 de abr de 2014

My Road In Hell - Cap. 02

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YEY, essa é de longe a fiz mais rápida da minha vida. Mas anyway. RPG's.
Tá aqui o segundo capítulo do MRH, espero que gostem )o)


02. Demons
Hell’s Pov

 Olhei para a demônio caída no chão, e um suspiro de descontentamento escapou dos meus lábios enquanto eu fitava o ferimento que ela tinha no tórax.
“Crianças.” – Resmunguei. - “ Entram aqui mesmo sabendo que esse vale não é feito para criaturas fracas.”
 Agachei-me perto dela para analisar melhor a gravidade da situação. “É profundo. Ela não vai durar muito tempo com isso.” – Concluí e, desgostosamente, ajeitei a desconhecida no chão para fazer um tratamento superficial. Eu não precisava necessariamente fazer isso, para falar a verdade. Qualquer demônio a deixaria a própria sorte e pouco se importaria em deixar outro morrer. Mas eu levo em conta que enquanto eu estiver tratando estes infelizes que cruzam o meu caminho, eu os encanto e controlo suas vidas inúteis depois. O que me rende contatos e uma longa lista de favores que posso cobrar.
 Enquanto eu enfeitiçava o corpo adormecido da menina fazendo-o se curar bem mais rapidamente que o natural, notei que eu não tinha algum conhecimento sobre que tipo de criatura demoníaca ela poderia ser. Sua pele era de um azul claro suave, o corpo de uma garota humana de dezessete anos, cabelos azuis compridos e um par de chifres alaranjados.
 A pele colorida era uma característica de monstros, mas a aparência humana poderia ser tanto de súcubos quanto de ladrões de alma. Tentei retirar alguma informação do fundo da minha mente a respeito de algo parecido, mas não encontrei alguma. Frustrada, desisti após alguns minutos de debate interno. Talvez ela fosse apenas uma desgraçada sem rumo e fraca demais para me dar algum benefício.
 Dei meu trabalho como terminado quando vi que do horrível ferimento restava apenas uma pálida cicatriz. Eu sabia porém, que se ela fizesse muito esforço físico, ia acabar abrindo aquilo de novo e tudo o que eu tinha feito teria sido em vão.
Isso sem contar que sem mim ela seria devorada em três segundos por outro Korrial.
Ponderei por um tempo. Eu poderia largá-la ali e poupar esforço, ou leva-la pra casa. Apesar da primeira opção ser tentadora, eu poderia ganhar com a segunda. Mesmo se ela fosse uma catástrofe ambulante, ela poderia ser minha serva. Sorri com a ideia.
 Peguei-a em estilo noiva no colo, me surpreendendo com quão leve ela era. Fiquei contente em ver que não desgastaria minhas asas para carregar o peso extra, e alcei voo em direção às montanhas rubras de Kylan.

***

 Logo depois de deixar a garota adormecida na cama, decidi tomar um banho, por mais que não precisasse. Eu era uma súcubo, portanto, meu corpo era imune a sujeira e nunca ficaria com odores indesejados. Mas eu tinha um estranho fetiche pelo modelo de vida humano. Era tudo tão confortável! Eu sempre me pegava pensando no porque eles entregavam tudo que tinham a nós, depois de meia dúzia de palavras ditas ou em apenas em um momento de ira. Eles realmente não sabem dar valor a coisa alguma. Não que eu me importasse, já que isso me rendeu uma bela casa, que eu trouxe para o inferno, pilhas de dinheiro que eu poderia usar como quisesse no mundo humano e o mais importante: energia vital, que me mantinha jovem.
 Entrei na enorme banheira redonda e me senti relaxando automaticamente enquanto minha pele bronzeada era atingida pela água quente. Passei a mão pelos cabelos curtos rosados, que continham a mesma cor que meus olhos. Fazendo o típico truque mágico de deixar os chifres e asas vermelhas sumirem, fito orgulhosamente minha imagem refletida nos azulejos brancos. Claro que, com os dois enormes piercings que eu tinha em cima da sobrancelha e três na boca, juntamente com as madeixas coloridas me faziam uma quase-humana bem excêntrica, mas eu não ligava. Talvez um dia eu fizesse aquilo que chamam de “tatuagem”. Seria legal ter o meu nome nos dedos.
 Um barulho vindo do quarto me chamou a atenção, e eu praguejei enquanto saía do banheiro às pressas, desfazendo o feitiço “humanizador” e pegando apenas uma toalha para enrolar no corpo, sem me importar com o fato de que eu provavelmente iria encharcar a casa toda daquele jeito.
 Encontrei a dorminhoca de pé, paralisada, enquanto uma estatueta de metal – causadora do barulho que eu ouvira – rolava pelo chão. Encarei a garota que estava assustada sob meu olhar furioso, sem poder deixar de me deleitar com o medo expresso nos olhos azuis tão claros. Inconscientemente, senti um dos cantos de minha boca se erguer em um meio-sorriso de escárnio. Era recompensador receber um olhar tão temeroso de alguém.
 - Pois bem. Explique-se e eu vou pensar no que fazer com você. – Falei.


~passando a bola pra Neko~

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