26 de jun de 2014

My road in hell - cap. 03

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OLHA SÓ QUEM RESSURGIU DO TÁRTARO~ /o/
Eu e a Alexis somos foda, falamos que vamos voltar, o fazemos e paramos de postar de novo, quem é que entende? Bem, fora isso, eu finalmente vim trazer o novo cap. de My Road in Hell, uma vez que eu estou animada hoje e consegui um pouco de inspiração. Acho que vai sair alguma coisa boa daqui. Espero que gostem~
03. Sorry, I don't know who I am
Inii's POV

     Tudo que eu podia esperar era acordar naquele vale de novo e ser definitivamente morta por outro demônio mas não. Abri meus olhos devagar, piscando. "Onde diabos.." - pensei, olhando em volta. Me levantei um pouco, percebi estar em um quarto, na ponta de uma cama grande de casal. Me sentei, esfregando os olhos e me espreguiçando, confusa. Lembrei do meu ferimento e logo fui conferir, minhas roupas estavam sujas mas o ferimento não estava mais lá, apenas uma cicatriz extensa mas que não doía nem um pouco.
- O.K... isso é estranho.. - disse pra mim mesma e me levantei, comecei a vasculhar curiosamente o local, vi algumas prateleiras com livros e decidi olhar nelas, deveria sentir alguma atração por eles porque me senti animada ao ler alguns títulos. Estava tão entretida vendo todos aqueles poços de informações que não reparei que um pequeno pedestal residia bem do lado das prateleiras, esbarrei nele e derrubei a pequena estátua de metal que estava nele. - Droga! - resmunguei, nem tive tempo de pegar a estátua e a porta do banheiro se abriu, tomei um susto e paralisei. 
    Engoli em seco sob o olhar furioso da... minha salvadora? Parecia que sim, embora eu não lembrasse de ela estar de toalha quando me salvou, mas o cabelo rosa e as asas estavam claros na minha mente. A estátua que havia me denunciado rolava pelo chão, meus olhos a seguiram por um momento antes de ser presa novamente pelo olhar da pessoa que me salvara. O que eu poderia falar? "Desculpe"? "Foi sem querer"? Eu não sabia. Ela analisou meu rosto e parecia estar se divertindo muito com o meu espanto, pois vi o canto de sua boca se levantar num sorrisinho maldoso e zombador.
- Pois bem. Explique-se e vou pensar no que fazer com você. - ela disse. Aquela pergunta me acertou em cheio e me acordou. Balancei a cabeça e pisquei algumas vezes, abri minha boca e fechei umas três vezes, não sabia o que responder, me embolei toda. - Vamos! Está esperando o quê?! - ela me repreendeu, um pouco mais dura.
- C-Chamo-me Inii... - disse um pouco baixo, abaixando a cabeça, nervosa.
- E...? - ela arqueou as sobrancelhas, esperando por mais. - O que você é? De onde veio? Vamos, só seu nome não basta para tirar o mínimo de informações! - ela esbravejou, me fazendo ficar um pouco irritada com toda aquela pressão.
- Eu não sei! - olhei pra ela, comprimi os lábios. - O-Olha, eu não sei o que eu sou, nem de onde vim... eu não lembro de nada a não ser meu nome... Desculpe.. - eu vi ela me encarando por alguns segundos, piscando, provavelmente incrédula. Levou uma mão ao rosto e esfregou, dizendo.
- Pff, pelo visto peguei uma inútil mesmo.. - ela suspirou e me encarou de novo. - Nesse caso então, vou avisando que se quiser viver, vai me servir. - fiquei espantada, pisquei algumas vezes, não acreditando.
- Oi? - ri, incrédula.
- Vai reclamar? - ela respondeu, me olhando com superioridade e eu me senti, por alguns segundos, como um carneirinho deslocado do resto do rebanho, engoli em seco e decidi não protestar, mas também não seria uma completa idiota.
- Não, me desculpe. - disse, revidando o olhar na mesma intensidade e passando a clara mensagem de que eu só tinha concordado por estar sem qualquer outra opção. Ela pareceu entender porque deu outro sorrisinho zombador, bufei e desviei o olhar.
- Ótimo, boa menina. Vou terminar o meu banho, você pode ficar ai ou sei lá, ir para a cozinha comer algo. - ela deu de ombros.
- Eu não estou.. - minha frase que era para ter saído arrogante foi cortada pelo meu estômago que roncou alto, abracei ele e senti minhas bochechas ficarem vermelhas, olhei pra ela que estava com um sorriso vitorioso no rosto e bufei.
- A cozinha é logo depois da sala de estar, pode comer o que quiser mas não quebre nada ou eu vou ter que te punir. - ela cantarolou a última parte e entrou de volta no banheiro.
- Metida. - murmurei, com as bochechas um pouco vermelhas e infladas. Sai do quarto e fui para a cozinha, era grande e espaçosa, em estilo rústico e moderno ao mesmo tempo. Me dirigi para a geladeira e peguei alguns ingredientes, sem me importar direito com o que era cada um, para falar a verdade, eu não sabia o que eram. Depois fui para o armário e peguei um saco de pão, joguei tudo no balcão e comecei a preparar algo, logo percebi como morta de fome eu estava e também como aquilo que eu estava comendo era bom, o sabor era diferente, como nada que eu já houvera comido alguma vez.
     Enquanto comia comecei a me afundar em pensamentos, os olhos vermelhos invadiram minha mente novamente mas de um jeito diferente. Eu estava em um campo vermelho, sentada em uma toalha quadriculada vermelha e branca, a minha frente um prato com frutas e outras comidas que pareciam maravilhosas e ao meu lado um rapaz. Ele era alto, os cabelos negros bagunçados e os olhos incrivelmente vermelhos, ele olhava pra cima com um sorriso no rosto quando virou pra mim, eu não conseguia acreditar mas os olhos eram iguais aos do meu inimigo da minha última lembrança e, parando para analisar, o sorriso também, pontiagudo porém sem as manchas pretas e aberto num gesto feliz, sincero, sem qualquer mal. Aquilo me assustou. Então ele pegou uma uva e colocou na boca, apenas metade. Então virou pra mim, falando com a uva entre os dentes.
- Quer uva, querida? - dito aquilo ele começou a se aproximar, eu queria me afastar mas não conseguia, a "eu" da lembrança disse um "Claro!" num tom animado e malicioso e se aproximou também. Senti minha cabeça doer e eu comecei a ficar tonta com a lembrança, a mesma começou a ficar turva e estática, o que eu estava comendo caiu de minhas mãos e eu senti meu corpo ficando mole e minha visão escurecendo. Mas eu me lembro de ter um ouvido um "Ei!" um pouco alarmado antes de cair de cabeça no balcão.

~le passando a bola, tuts tuts~

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