9 de jan de 2015

My Road In Hell - Cap 04

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Voltando do tártaro x2 *apanha*
Nem eu descobri ainda por quê que eu enrolei tanto pra escrever isso aqui, mas tá beleza. Tô de volta aqui, to de volta na blogosfera em geral, to com meu antigo nome e conta mesmo, e vamo que vamo.


04. What the HELL are you?
Hell's POV


     Eu estava indo para meu quarto quando vi a garota na minha cozinha, achando-a parada demais. Mas quando cheguei a conclusão que ela devia apenas estar processando ainda tudo que aconteceu (ou talvez planejando fugir, o que não iria funcionar), me virei, seguindo meu caminho. Porém, não dei dois passos antes de escutar um baque suave no chão e me virei a tempo de ver a azulada desabando.
    - Ei! - Exclamei, correndo até a garota e tendo que largar a toalha que me cobria para pegá-la no colo. Não fora rápida o suficiente a tempo de evitar com que batesse a cabeça no balcão de granito, mas pelo menos evitei um desastre maior.
    Bufei, encarando-a, e repensei seriamente sobre ela ser útil para alguma coisa. Bem, ela era bonitinha e era o primeiro dia dela. Nah, eu a daria uma segunda chance. Demônias fracas geralmente não são tão agradáveis aos olhos.
    Levei-a para o quarto extra, que agora seria dela, e a deixei na cama. Depois que a ajeitei ali, sentei perto dela. A examinei rapidamente de novo. Ainda não me lembrava de nenhum tipo de demônio com aquelas características. Uma mistura? Poderia ser. Bastardos geralmente são postos para fora de casa muito depressa. Quantos anos ela poderia ter? Me parecia inocente demais para sequer chegar perto da minha idade. Talvez apenas quanto ela aparentava mesmo? Se fosse o caso, ainda era praticamente um bebê, comparada a mim. Bem, mais fácil de educar se for só isso mesmo.
     Quando já estava desistindo de pensar, reparei em um desenho em seu pescoço. Pareciam duas folhas, uma completa e outra apenas de um dos lados. Cheguei mais perto para observar melhor e toquei a marca suavemente, notando que pareciam mais galhos secos do que folhas. Franzi as sobrancelhas. Mas esse tipo de marcas não seriam de...essa garota não poderia...ser uma ninfa, poderia?
     Não tive tempo para chegar a uma conclusão antes dos olhos dela se abrirem. Ela piscou algumas vezes, me fitando. Contive um risada quando vi seu rosto passar do azul natural pra um tom de roxo-avermelhado profundo e seus olhos ficarem tão esbugalhados quanto dois pires de chá.
     - O q-que você está fa-fazendo?! - Ela gaguejou, se encolhendo longe de mim.
     Não me segurei mais e dei uma gargalhada alta. A menina continuou me encarando, atordoada e meio perdida.
     - Em primeiro lugar...- Eu comecei, me acalmando aos poucos. - Eu poderia fazer qualquer coisa que bem entendesse com você, pirralha. Caso você não tenha entendido a sua situação ainda, você é minha. Porém... Quanto a isso você pode ficar despreocupada, não tenho fetiche por crianças, azulzinha. - Sorri. - Só estamos nessa situação porque você desmaiou na minha cozinha enquanto eu saía do meu banho e eu gentilmente fui salvar a dama em apuros, outra vez. Aliás, já vou te lembrando que você vai ter que limpar aquela bagunça. - Cantarolei essa última parte, antes de me levantar e ir para o meu quarto colocar alguma roupa.
     Assim que fechei a porta da minha suíte, concluí que aquela garota tinha uma boa chance de ser quase um bilhete premiado na loteria se fosse uma mistura de ninfa. Mesmo que fosse uma bastarda, uma ninfa como bichinho de estimação no inferno...Isso valeria uma grande coisa. Meu nome com certeza iria ficar muito maior. Sorri com o pensamento. Mas claro que ela também poderia ser a minha ruína se tivesse se metido em algum tipo de enrascada. Ou se estivesse se fazendo de sonsa pra passar por cima de mim. Essa ultima opção me fez ter um calafrio. Decidi que manteria minha guarda alta com ela. Não sei muito sobre ninfas e nem sei distinguir os tipos, mas todo mundo sabe que as da água podem ser tão assustadoras quanto sereias. Não estou afim de arriscar o meu pescoço.
     Balancei a cabeça e terminei de vestir minha camisola de seda vermelha, me esparramando na cama king size. Com a cabeça enterrada no travesseiro de penas fofo, murmurei uma magia para fazer uma barreira em volta do meu quarto, por segurança.
     Um demônio não precisa ter vergonha de se prevenir se ninguém ficar sabendo, não é?

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